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APIPARÁ 2026 reúne cadeia do mel em Marabá e promove concurso para valorizar a produção amazônica

Reginaldo Ramos
27 de ago.
4 min de leitura

Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura será realizado de 17 a 19 de setembro, durante a XXXVIII EXPOAMA; programação também terá concurso de mel e debates sobre o futuro do setor


Marabá será, em setembro, o ponto de encontro da apicultura e da meliponicultura paraense. Entre os dias 17 e 19 de setembro de 2026, será realizada a 21ª edição do APIPARÁ – Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura, dentro da programação da XXXVIII EXPOAMA.



Com o tema “Fortalecendo a Apicultura e Meliponicultura da Amazônia”, o evento reunirá produtores, pesquisadores, técnicos, estudantes, empreendedores e demais integrantes da cadeia produtiva do mel. A proposta é ampliar a troca de conhecimentos, estimular a inovação e contribuir para o desenvolvimento sustentável da atividade na região amazônica.

A programação será distribuída entre o Centro Universitário Anhanguera, o Parque de Exposição José Francisco Diamantino, onde ocorre a EXPOAMA, e o IFPA Campus Rural de Marabá. Ao longo dos três dias, estão previstas palestras, debates e apresentações técnicas voltadas ao aprimoramento da produção e à valorização dos produtos das abelhas.



Além da dimensão técnica e econômica, o APIPARÁ coloca em evidência a importância ambiental da atividade. A apicultura e a meliponicultura dependem diretamente da conservação da flora e, ao mesmo tempo, podem contribuir para a geração de renda no campo e para a valorização da biodiversidade amazônica.


Concurso de Mel destaca qualidade da produção


Um dos momentos de maior expectativa do APIPARÁ será o Concurso de Mel da Federação das Associações de Apicultores do Estado do Pará (FAPIC), que ocorrerá durante os três dias do congresso.


A competição tem como objetivos estimular a produção de mel de qualidade, valorizar o trabalho dos produtores, ampliar a divulgação dos produtos das abelhas e incentivar uma apicultura e uma meliponicultura cada vez mais racional, tecnológica e profissional.


O concurso terá duas categorias:


Mel de abelhas sem ferrão;Mel de abelhas Apis mellifera.A organização e a direção da competição são de responsabilidade da FAPIC, que pretende transformar o concurso também em uma vitrine para a qualidade e a diversidade dos méis produzidos no Pará.

Mais do que uma disputa, a iniciativa busca aproximar o consumidor da produção e mostrar que o mel amazônico pode conquistar espaço em mercados cada vez mais exigentes, especialmente quando associado à qualidade, origem, boas práticas e rastreabilidade.


Um setor com potencial para crescer


A realização do APIPARÁ em Marabá ocorre em um momento de busca por maior organização e profissionalização da cadeia produtiva. O Pará reúne condições naturais favoráveis à atividade, com diversidade de flora e diferentes ambientes capazes de sustentar a produção de mel e a criação de abelhas nativas sem ferrão.



O desafio, segundo o presidente da FAPIC, Oziel Monteiro de Souza, está em transformar esse potencial em negócios estruturados, com maior beneficiamento dentro do próprio Estado, agregação de valor, acesso a mercados e geração de emprego e renda.


É justamente nesse cenário que surge uma nova articulação empresarial para o segmento.



Pará se mobiliza para criar sindicato das indústrias do mel

Sindimel nasce com proposta de fortalecer a industrialização, qualificar produtores e agregar valor ao mel produzido no Estado

O Pará está avançando na criação do Sindicato das Indústrias de Mel (Sindimel), iniciativa que reúne apicultores, industrializadores e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA).

Em fase de fundação, a entidade pretende preencher uma lacuna na organização da cadeia produtiva e estimular a verticalização do setor, com maior beneficiamento, envase e industrialização do mel dentro do próprio Pará.


Entre as prioridades estão o fortalecimento da representação institucional do segmento, a qualificação dos produtores, o estímulo ao acesso a crédito, a abertura de novos mercados e a adoção de boas práticas de manejo, certificação e rastreabilidade.

A iniciativa conta com orientação técnica da FIEPA por meio de sua Comissão Técnica. A expectativa é que o sindicato contribua para aproximar a produção rural da indústria, permitindo que uma parcela maior do valor gerado pela cadeia permaneça no Estado.



À frente da comissão de fundação está o jornalista e produtor Reginaldo Ramos, que também vem articulando o diálogo entre a FAPIC, associações regionais e industrializadores.

“O Sindimel nasce da força das abelhas e da união dos apicultores. Nosso desafio é transformar o potencial que já temos em uma cadeia produtiva forte, organizada e que gere renda de verdade para quem está no apiário. Vamos unir, qualificar e verticalizar o mel da Amazônia paraense.”

Para Ramos, a criação da entidade representa um passo estratégico para que o Pará avance da condição de grande produtor potencial para um Estado capaz de beneficiar, industrializar e comercializar sua própria produção, ampliando a competitividade do mel amazônico.


Imprensa e agronegócio


O movimento também ganha relevância pelo acompanhamento de profissionais que atuam na divulgação do agronegócio paraense. Entre eles está o jornalista Reginaldo Ramos, um dos poucos profissionais de imprensa do Estado com atuação dedicada à cobertura e à valorização do setor produtivo.

“É fundamental mostrar que o agronegócio paraense não se resume às grandes cadeias. Existe uma enorme diversidade de pequenos e médios produtores, como os apicultores e meliponicultores, que precisam de organização, tecnologia, mercado e visibilidade. O mel é um produto da Amazônia com capacidade de gerar renda, preservar a floresta e conquistar novos consumidores”, destaca Ramos.


A presença do tema no APIPARÁ reforça justamente essa conexão entre produção, conhecimento, indústria, mercado e sustentabilidade, colocando as abelhas no centro de uma discussão que vai muito além do apiário.


InscriçõesAs inscrições para o 21º APIPARÁ – Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura já estão abertas. O evento será realizado de 17 a 19 de setembro de 2026, em Marabá, durante a XXXVIII EXPOAMA.

Produtores, estudantes, pesquisadores, técnicos, empreendedores e interessados na atividade podem garantir participação por meio da plataforma Sympla.


Serviço

21º APIPARÁ – Congresso Paraense de Apicultura e MeliponiculturaTema: “Fortalecendo a Apicultura e Meliponicultura da Amazônia”Data: 17, 18 e 19 de setembro de 2026Cidade: Marabá – ParáEvento: XXXVIII EXPOAMALocais: Centro Universitário Anhanguera, Parque de Exposição José Francisco Diamantino e IFPA Campus Rural de MarabáDestaque: Concurso de Mel da FAPIC, nas categorias mel de abelhas sem ferrão e mel de Apis mellifera.



 
 
 

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